BIBLIOTECA ETNOGRÁFICA

Desde 1978 vimos juntando a mais diversa documentação etnográfica — trajes e seus complementos (botões, fitas, rendas, bordados, etc., etc.)  óculos, lunetas, lornhões, objectos de toucador, de costura, de diversas profissões, brinquedos de outros tempos, lembranças das romarias, enfim, memórias da vida quotidiana de nossos avós, cuidadosamente guardadas de conformidade com as regras da museologia que muito prezamos.

            Em quatro décadas obtivemos um acervo de muitas dezenas de milhar de peças que constituem o nosso museu etnográfico a que apelidámos de Museu de Silgueiros.

            Toda esta riqueza, a nosso ver, deveria ser complementada com informação teórica da especialidade — a Antropologia Cultural. E foi por isso que deitámos mãos à obra, com decisão. O arranque fez-se nos primeiros dias do ano de 2003. Consultámos catálogos e editoras. Pedimos e tornámos a pedir; mas comprámos também na medida das nossas magras possibilidades. Volvidos alguns anos, praticamente sem nenhuns meios, aí está a nossa biblioteca dedicada ao Folclore, à Etnografia, à Etnologia a funcionar e em pleno.

            Neste momento (18 de janeiro de 2018) o inventário regista a existência de 4952 títulos. E, agora, torna-se cada vez mais difícil encontrar coisas novas (ou velhas, quase sempre mais do que esgotadas só existentes em alfarrabistas que as vendem a preços elevados. Mas estamos extraordinariamente felizes por termos conseguido completar algumas coleções significativas, como é o caso da Revista Lusitana, obra esgotadíssima do Mestre Leite de Vasconcelos, publicada entre 1887 e 1943, uma referência para os estudiosos das tradições populares dos Portugueses.

            E os dossiês temáticos continuam a crescer em número, quantidade e qualidade de texto, à custa de muita procura, diariamente, em revistas e jornais.

            Pensamos, sem falsas modéstias, que já pusemos ao dispor de todos quantos nos procuram, sobretudo de estudantes em fim de curso, de mestrandos e doutorandos aquilo a que, embora a medo, já vamos chamando de Centro de Documentação Etnográfica constituído pelo museu e pela biblioteca.

            Não conhecemos nada semelhante no nosso país. Por isso, nos sentimos felizes pelo trabalho realizado e com os resultados obtidos. Por isso, queremos compartilhar com os nossos concidadãos o orgulho de, nesta matéria, sermos pioneiros em Portugal. Por isso, esperamos a sua visita.

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